quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O JOGO(343) SIMULAR OU DUPLIPENSAR INFORMAÇÕES

Universos individuais encontram na atribuição do senso comum suas distopias escancaradas, como também suas projeções admitidas pelo encontro do duplipensar (falsidades verídicas em dialética), provocando concepções que, postas em amiúde, captam gradualmente o imprevisível com a naturalidade contextual de variações aceitas pela alternância e oscilação do tempo regulamentar; por se tratar de universo, pense como George Orwell, mesmo que maçante e lugar comum atribuir leituras do big brother aos que – impostos por imagens – se deixam flagrar rotineiramente como transeuntes monitorados pela hiper-realidade assimilada a partir da “normalidade” e, da segurança que o mesmo lugar comum de citar George Orwell seja sempre o seu déjà vu na aliteração da realidade entronizada por conceitos históricos e informações que se adaptam continuamente aos prospectos tecnológicos e desejosos da memória cumulativa. Concebidos empenhos que se encontram imbuídas por imagens delatoras e delatadas à opção do flagrante e do voyeurismo encontra agora – no palácio do planalto – a constatação que – desde 2009 – omitiam-se informações devido à ausência de câmeras de monitoramento tanto quanto – por este hiato de 07 anos – deturparam naturalmente o exercício da bisbilhotagem que tanto atrai o universo do poder, contidas por generalizações de quem não viu – por este tempo – o que acontecia nas particularidades que tanto interessam aos transeuntes, muito mais que captar longas seqüências de asfaltos desertos em noite de chuva; a omissão ou perda informativa cria a necessidade quase orgânica de referencia ao big brother, naturalmente por não existir no lugar devido aquilo que – antes da informação e ausência das imagens – passaria despercebido como se nada acontecesse e que, posto pela premissa de não provocar provas contrarias, se imbuiu naturalmente da retirada das câmeras a partir da lógica do favorável e, também, do discurso natural da contra prova, numa segurança forjada pela ausência e performance do manipulador e do manipulado. Embute-se, conceitualmente que, no universo das imagens, a formação natural do brasileiro afinado pelo visual muito mais que o descritivo, pensando, neste caso, no critério documental do vai e vem do planalto a referencia (por ter sido em 2009), período em que Lula exercia um poder tornado  vigente pelo critério do manipulado e manipulador, como se predissesse em tal período de omissão a validade pela seqüência e proveito do pormenor e do detalhado na visão do controle e da afinação do voyeur pela sedução observada.
Basicamente que todo universo de simulação transgride a interpretação contextual para assegurar na hiper-realidade o tom exato das preferências políticas de George Orwell, defensor dos autonomistas e das idéias de esquerda, da descentralização do poder e da colaboração em rede com os novos modelos sociais, permitidos a atribuição do big brother o reflexo da segunda guerra no já precoce e explicito tempo de 1984 (inversão de 1948) e, no olho que observa e reduz a linguagem de sua ambigüidade para transformá-la numa unidade condicionada e de sentido imposto pelo automatismo; a realidade ocupada por uma novalingua parece tão usual quando relacionamos o contexto midiático, factível em indução e distorção, atribuídas por similaridades informativas repetidas a exaustão, aliteradas e banalizadas como um discurso que desaparece e ireleva sem deixar marcas, pelo simples exercício do lugar comum, aquele associado a George Orwell tenha naturalmente a visão quase falseada dos objetos de referencia, despercebidos de lógica e inúteis como informação. Mas lá em 2009, ha exatos 25 anos de 1984, se entronizam a favor da segurança e controle a ausência de imagens que tanto decupam e comprovam, para uma generalidade contaminada e sem o tramite formal – em 07 anos -, criando então a inversão da regra pelo probatório do esperto a transgressão pelo favorável e a predisposição em omitir claramente uma condição sine qua non, desde que a necessidade de impor como documental sintetize a provação procedimental do voyeurismo, crucial em se tratando do poder, como também do que repercute de tal maneira quando omitido, atribuindo então a esta vacância o aprofundamento da hipótese e da duvida num personagem político que já embute suficiências de tal monta e inversões bastante demonstrativas do ato pela segurança ao avesso. Todo lugar comum, como o de sempre, se constrói pela repetição, muito mais que pelo prazer e satisfação, produzindo sua existencialidade pela lógica e fundamento adquirido pela necessidade ali desenvolvida como crucial; a segurança se torna assim uma determinação construída a partir desta lógica, antecipando o controle e determinando em favor da preservação que se institua tal modus operandi como uma sistemática natural; a imagem – referencia do olho que vê – possibilita gradualmente que documente todo processo investigativo e que se credencie possibilitar e decupar detalhadamente a espionagem natural que todo sujeito permite-se moralmente ou favoravelmente atribuído.
Somente então se associe o volume informativo (big data) com a necessidade impressa na edificação significante da informação, ao mesmo tempo em que, perceptivelmente, se contorna em massificação e automatismo uma seqüência quase equânime de contaminação e indução, pressupondo, segundo George Orwell, que a novilingua se traduza naturalmente pelo funil da distorção ou falsificação o aprisionamento do sentido e saturação da linguagem enquanto probabilidade natural do movimento contextual; a possibilidade que se traduz pelo excesso desta mesma quantidade se propõe informativamente produzir o recesso probabilístico, principalmente quando regulados pela similaridade tenha no esgotamento proporcional o critério da banalização e o reduzido proveito pelo mesmo lugar de aceite. Tendo – no planalto – o hiato em volume proporcional as investidas e espertezas do poder, provavelmente desorganizados e contaminados ambientes criaram possibilidades invasivas e permissivas ao longo do tempo, compatíveis a exercícios de poder movidos por silêncios e manipulações, proporcionais ao olho cego e indecifrável, tateando no escuro a espontaneidade ou aleatório da visão maniqueísta ou deturpada; câmeras de segurança – muito mais que repetitivas – atribuem ao cotidiano sua crescente necessidade a propriedade impositiva do detalhamento e, sendo assim, estrategicamente utilitário quando favoráveis, como também, extremamente inconvenientes quando invertidos. O universo pretenso de informação traga junto na imagem toda construção intertextual que porventura mereça ao contexto transgredir ou induzir, propondo que se discuta visualmente esta necessidade voyeur pela linguagem da observação e da tentativa genérica ou fragmentada, possibilitando na simulação o exercício natural de transgressão, como também de reconstrução utópica a partir dos mesmos parâmetros políticos que, por um lado, estabelecem discordâncias, mas por outro lado, estipulam pela inversão, a associação entre Lula e George Orwell, sendo similares pelo tempo de ausência informativa no palácio do planalto.   

Definir então, pela lógica, a importância que no critério de omissão informativa e a crescente necessidade de decupa-la se construa naturalmente o exercício de deslocamento da linguagem sobre a ausência factual e, o momento de relevância e critério que os personagens destinados ao protagonismo se tornem – em contrario – destinatários das unidades condicionadas e conclusivas por sínteses de extrema precocidade e insatisfação, naturalmente atraídos pela inércia, como também pela facilidade descomunal da importância sob a banalização conclusiva; o que, em repetição, desperte uma necessidade postiça, alem de fabricar também equivalente prazer, massifica e distorce a satisfação a ponto de transmutá-la numa suficiência em adequação a narrativa elementar de cada um e, ao processo degenerativo natural que todo similar envolve no desgaste do igual e na ausência de originalidade. Empenhadas informações que se apresentam desta maneira, alem de originar a massificação, indução e automatismo, dificulta enormemente que se desloque contextualmente ou, talvez, impossibilite tal iniciativa, dada vulnerabilidade expressa pela unificação e presunção existencial do mesmo lugar, propondo então – pela novilingua – um discurso naturalmente autoritário, criteriado pelo sentido único e pela arrogância do desconhecimento do lugar do outro, manipulado como recurso estilizado, contrapondo a evolutiva proporção informativa; novilingua – diga-se de passagem – refere-se à linguagem exercitada pelo big brother no controle informativo, não pela possibilidade natural de recombinação e síntese de novas palavras, mas, pela imposição do sentido único, segundo George Orwell, condição primordial para que se estabeleça o poder de maneira controlada e manipulada. Naturalmente que toda probabilidade vem precedida por uma necessidade, tem-se, hoje, a relevância muito mais evidente que 2009, principalmente pela evolução da informação tecnológica como parâmetro que agora se intensifica em dependência ao fato explicitado ou omitido declaradamente, hiato agora revisto como uma estratégia tática de esperteza, muito mais que a possibilidade alternativa de poder; tendo, em construção política, o que se reserva como modelo elementar de cada postulante em todo tempo lógico ou impresso como simulado a determinação cíclica do poder, também, do limite omitido (assim como as câmeras de segurança) para regulares invasivos que, cumulativos, processam-se em ousadias e proveitos, existencializando e distanciando contextualmente e, propondo que se acumule em inconsciência o grau de diferença presencial para uma exercitada reincidência do esforço significante. Proporcionalmente, todo entendimento que se acumula entre refutar ou permitir informações consta naturalmente no processo cumulativo e cognitivo, permeando e produzindo possibilidades, como também, admitindo reincidir, principalmente a partir do critério de relevância estipulado por exercícios obsessivos e transitórios, pura perda de tempo, critérios que se esvaziam naturalmente pela banalização e irrelevância. O duplipensar, outro conceito orweliano, inverte a verdade numa teia de convicções e oposições, sustentando naturalmente toda lógica do invertido, sendo o falso muito comum na informação tecnológica, como também nas contra informações da segunda guerra, propondo, assim, pelo similar, a reinvenção e lacuna da necessidade e da simulação num só consorcio narrativo, retratados numa imagem decupada e viralizada pelos exercícios de reincidência e BANALIDADE.

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