quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O JOGO (50) O POLITICAMENTE CORRETO


Referir-se ao politicamente correto como um conceito em que, ajustes são redefinidos em sua questão, talvez não seja tão prático como imaginá-lo dentro dos comportamentos que se apresentam em sua referencia. Conceituá-lo inverte um pouco o que já está determinado dentro do que movimenta as relações sociais. Talvez impulsionado por nossa crescente necessidade de especificidade que este resultado se da na forma de reorganizar novamente suas intenções.
Correto então seria aquilo que melhor esclarecesse o referente e produzisse dentro disto a sua aproximação real. Próximo então seria melhor absorvido e mais prático tratá-lo como tal; o contrário se faria mais distante e fora do padrão, bem mais até do que era observado em outros tempos. Distantes, bem mais se tornariam o que anteriormente era considerado como referências normais de classificação.
O que torna estranho não é o conceito é a sua relação com a prática. Uma vez definido e delimitado o torna bastante contrastante do que era revisto anteriormente. Esta diferença provoca certa reorganização e, em conseqüência seu estranhamento provocado em constatar o que se produz na realidade. O que, na prática, já está se processando muito em função de uma necessidade normal de readaptações provocadas pela tecnologia.
Condicionados as suas constantes renovações, necessidades continuam sendo atendidas e substituições são automaticamente transferidas e delegadas, provocando neste processo de transferência uma dependência maior deste intercâmbio. Este processo é muito antigo e suas adaptações e transferências foram implementadas desde que tecnologias passaram a funcionar como resposta na maneira de se organizar. Outras necessidades foram criadas, mas sua relação com o tempo continuou exígua e conflituosa além de continuar sucessivamente a ser o determinante imbatível porque sempre será visto como uma necessidade. Nesta sucessão procedimentos foram realizados e delimitados em sua função além da praticidade que se tornou uma condição prevalente sobre uma formulação natural
Comodidades foram permeando e possibilitando que outras elaborações fossem feitas dentro deste mesmo tempo e estas necessidades acabaram por redefinir e reelaborar conceitos nesta mesma relação de seus resultados. O que se tornou impensável depois daquela novidade tecnológica passou também a redefinir as suas próximas intervenções até – e entre outras tantas modificações – serem condicionadas ao politicamente correto.
Neste embarque - entre outras coisas – pode configurar como uma prática atualmente recorrente o apelo à proximidade do correto, e sua relação com a consciência precisa, encontrados em situações onde se insere a tecnologia.
Evidente que este conceito não nasce precisamente disto, mas sua relação acaba pressupondo outras tantas relações a se tornarem precisas além de serem pensadas dentro de um contexto – que entre outras tantas afinidades – reorganizam em função do tempo e, mais uma vez, como um criador de necessidades vai continuar redefinindo em conceitos cada vez mais condicionados as opções vigentes.
O que torna uma opção a ser considerada como determinante está justamente nesta constante atualidade que faz da tecnologia um constante readaptador, além de impulsionar níveis de relacionamento em escala cada vez maior podendo, portanto, nem ser de grande estranhamento que influencie cada vez mais nossos comportamentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário