quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O JOGO(284) DILMA SUBMETE ÀS REAÇÕES DO PODER

Um poder de tal magnetismo em atrair a crise onde quer que vá, vive-se continuamente sua penitencia ao recusar culpabilidades, onde quer que compareça visivelmente saturado pelas peripécias e distorções municiadas por narrativas puramente estéticas e, adequadas a lógica procedimental. Entre as políticas domesticas e o hiato das políticas externas, notórios se tornam estes exercícios de eloqüência – verdadeiro bate boca – por onde se vá carregue o discurso do impropério e da falta de lógica procedente, ao combustível da competição continuada e dos processos recessivos que nas palavras cumprem o seu esvaziamento progressivo em oscilar sobre o ambíguo da vantagem distorcida. Visivelmente, esta capacidade do poder em monopolizar todo ambiente negativo onde quer que compareça somente expressa a sua surrada estratégia de confronto continuado sobre progressivas minimizações do esforço correspondente; ou seja, a preocupação do poder sempre foi travar esta política inábil e deficitária com todo esforço narrativo de derrubar subseqüentes barreiras do pragmatismo, limitando o modelo elementar aos critérios correspondentes e, a noção pressuposta do inimigo imaginário e perigosamente a espreita. Em relação à política externa os movimentos empenhados de fixar intertextualidades direcionais se transformaram em arrumações decorrentes da necessidade domestica de impor sobre uma agenda impositiva – critério de dependência – destinada a pincelar pictoriamente um desenho abstrato de negação efusiva do atrativo cenário político local. Estas necessidades, agora impulsionadas em produzir alguma ênfase retórica ao raciocínio boquiaberto da população, tornam-se insuflados pelo magnetismo de uma crise em constante deslocamento, efervescente ao ebulidor da lógica positiva e, do intencional recurso que o poder joga no lixo suas respectivas visões de maioridade política, para penar eloqüente num irresolvido substrato e fragmentado cenário, sucumbido pela visão limitada da informação especifica e sua reação que, agora viciada, percorra todos os cenários mundiais distribuindo seus enfeites eleitorais para platéias sedentas desta baixa política desqualificada e resiliente.   
Mas, o que falta ao poder, senão uma agenda de comunicação esmiuçada e procedimental para evitar a propagação faiscante da crise por onde compareça, sobre o mesmo assunto remeta ao mesmo local de origem – necessidade e descrédito -, resumindo toda vastidão da política externa a trafegar ineficaz sobre a austeridade e vivencia do imbróglio político-econômico, constante dramatização estética no universo reducionista dos expedientes desta baixa política de conseqüências. Embebidos pela lógica continua da oposição, o vale tudo do poder desconhece equiparações informativas, preferindo a tática auto-limpante de fazer valer a qualquer custo qualquer discurso subto; tal costume de reação ao baixo nivelamento atrai a crise aos rincões do especifico e efusivo bate boca – visto agora em políticas externas – transitando em domesticar todos os problemas mundiais em locações e prognósticos específicos de controle e controvérsia. Enquanto descendem previsões econômicas, refletidos no exterior por esta realidade da forçada agenda positiva e os entraves desta necessidade induzida ao combustível da simulação e distorção explicita da linguagem, o poder, limitado em empurrar a crise por onde quer que vá, se torna compelido a embasar e justificar seu discurso fragmentado, destorcendo os critérios da valia e sugestão, empenhando-se em absorver toda manifestação domestica como centro se tornasse o Brasil, funil e destino de todo egocentrismo tresloucado de negação da evidencia real, preferência pela ficção e sujeita a toda oscilação de um mundo que se desenvolve, apesar da crise do Brasil. A distorção entre o externo e o interno, referindo-se ao imbróglio político-econômico, se encontra na defasagem informativa que o discurso fragmentado absorve em necessidade e vicio ao reorganizador específico, substratos mais aprofundados das irrelevâncias e inconseqüências de uma imagem que se esquece de se-la, prognosticado em reagir e reiniciar a todo o momento pelos mesmos procedimentos discursivos. Fica claro a atração do poder em seqüelas cada vez maiores e mais volumosas, limitados por esta inconsciência derivada da limitação do modelo elementar.
Houve, neste blog, uma previsão de déficit orçamentário de 80 bilhões para 2016 quando o governo estimava no seu orçamento algo em torno dos 36 bilhões; pois agora, em 50 bilhões admitidos em outros especulados e previstos 76 bilhões, provavelmente até o fim do ano esteja no parâmetro mencionado à previsão de 2015, ou seja, o que era receita previsível agora se percebe num déficit, provavelmente no ano que vem estes admitidos 36 bilhões se façam inversos em receitas ou, mais provavelmente, sucumbam a outro viés degenerativo, a conta gotas, probabilizado comparativamente pela realidade de visão domestica de limitação, extremamente liquefeita pelo volume de problemas e dos erros estratégicos cada vez mais expressivos, também, contaminados por interferências e probabilidades surgidas sob um teto cada vez mais restritivo e ineficaz. Encontra-se em evidente distorção toda narrativa do poder em tratar a economia com a transitoriedade política que, certamente, seu alongamento se dê em proporção direta a este discurso fragmentado, estimulado pelo especifico e reagindo a conta gotas a este viés recessivo, empenhando todo histórico político no desgaste e, em conseqüência, sua inversão ao cenário negativado do desproposito e da irresponsabilidade. Basta notar o discurso superficial do poder no ambiente externo sua visão de crise localizada no processo de culpa e, no tratamento de choque em suas alternativas representadas e fictícias de vender um Brasil progressivamente visto como um país que não deu certo, vendo-se estimulado por intrigas e proveitos individuais de fundo de quintal, sem nenhuma retórica providencial.

Definitivamente que um cenário de rápida degradação fiscal ainda produzirá seus reflexos em 2016, podendo se estender até inicio de 2017. Quando se pergunta nesta visão limitada do poder ao reagir acintosamente a este destino domestico como se fosse à finalidade relevante de exercício político há de se perguntar se este modus operandi expressivamente procedimental e superficializado irá resistir até 2018, com esta narrativa tão restrita e, em tão evidentes desgastes narrativos; como o caráter intertextual e visionário da política em questão se transformou num objeto inútil, vive-se destes expedientes de tratamento imediato e de visão compatível ao recurso eleitoral. Talvez, por isto, o PMDB mantenha a convenção para novembro na expectativa de descolamento do poder e, pensando nas próximas eleições e seus rearranjos de palanque eleitoral, movimentando outras perspectivas direcionais, já que maior partido de sustentação vive hoje o melhor do externo e interno, concomitantes. Alias, falando de políticas externas e o conflituoso cenário domestico, a contaminação involuntária de toda narrativa se valha destas tensões simuladas, reescritas pelo valor superficial de tratamento e utilidade reivindicativa, também, pelo ambiente resumido de tensão informativa, dependentes de raciocínios e decisões rápidas, praticamente envoltos numa catarse que se torna a proximidade eleitoral. Neste ambiente que o poder assume toda vertente direcional quando se exime de qualquer projeto de longo prazo, omitindo esta narrativa ao sabor das oposições e envolvimentos irrelevantes. Nota-se pela pressa em virar a pagina como o exercício do poder se vincula explicitamente ao intervalo eleitoral e as fusões de palanque nas disputas de visibilidade e detrimento, produzindo este nível baixíssimo do exercício político, refletindo no exterior esta imagem localizada de tratamento contínuo como agora travam o poder e o eleito Eduardo Cunha, municiando vivamente tablóides especulativos a midiática conseqüência e proveito. Não se sabe se estes embates foram organizados pelo ministério da comunicação ou se são feitos espontâneos do modus operandi do modelo tático e, previsivelmente localizado de tratar o universo. Criadas pelas necessidades impositivas desta agenda, bem lá nos rincões do mundo se sabe das pedaladas fiscais e de outros combates informativos tratados aqui com esta irresponsabilidade eleitoreira e os oportunismos costumeiros de quem deleta toa informação adversa para viver loucamente o instante determinado. Possivelmente, neste valor descabido de tratamento externo e interno, a realidade econômica submeta às oscilações políticas e este destino progressivo de domesticação em resumo polarizado e inconsciente, inadmitidos progressivamente e direcionados ao drástico, destino certamente igualitário ao tratamento desleixado das estratégias e ao tratamento de choque empurrado pelas narrativas espontâneas e, as intransigências nada cabíeis a quem caminha num limite tênue de impedimento e sua lógica probabilística de REAÇÃO.   

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