Um poder de tal magnetismo em
atrair a crise onde quer que vá, vive-se continuamente sua penitencia ao
recusar culpabilidades, onde quer que compareça visivelmente saturado pelas peripécias
e distorções municiadas por narrativas puramente estéticas e, adequadas a lógica
procedimental. Entre as políticas domesticas
e o hiato das políticas externas,
notórios se tornam estes exercícios de eloqüência – verdadeiro bate boca – por onde
se vá carregue o discurso do impropério e da falta de lógica procedente, ao combustível
da competição continuada e dos processos recessivos que nas palavras cumprem o
seu esvaziamento progressivo em oscilar sobre o ambíguo da vantagem distorcida.
Visivelmente, esta capacidade do
poder em monopolizar todo ambiente negativo onde quer que compareça somente
expressa a sua surrada estratégia de confronto continuado sobre progressivas
minimizações do esforço correspondente; ou seja, a preocupação do poder sempre
foi travar esta política inábil e deficitária com todo esforço narrativo de
derrubar subseqüentes barreiras do
pragmatismo, limitando o modelo elementar aos critérios correspondentes e, a
noção pressuposta do inimigo imaginário e perigosamente a espreita. Em relação à
política externa os movimentos empenhados de fixar intertextualidades
direcionais se transformaram em arrumações decorrentes da necessidade domestica
de impor sobre uma agenda impositiva – critério de dependência – destinada a
pincelar pictoriamente um desenho abstrato de negação efusiva do atrativo cenário
político local. Estas necessidades, agora impulsionadas em produzir alguma
ênfase retórica ao raciocínio boquiaberto da população, tornam-se insuflados
pelo magnetismo de uma crise em constante deslocamento,
efervescente ao ebulidor da lógica positiva e, do intencional recurso que o
poder joga no lixo suas respectivas visões de maioridade política, para penar eloqüente
num irresolvido substrato e fragmentado cenário, sucumbido pela visão limitada
da informação especifica e sua reação que, agora viciada, percorra todos os cenários
mundiais distribuindo seus enfeites eleitorais para platéias sedentas desta
baixa política desqualificada e resiliente.
Mas, o que falta ao poder, senão
uma agenda de comunicação esmiuçada e procedimental para evitar a propagação
faiscante da crise por onde compareça, sobre o mesmo assunto remeta ao mesmo
local de origem – necessidade e descrédito -, resumindo toda vastidão da política
externa a trafegar ineficaz sobre a austeridade e vivencia do imbróglio político-econômico,
constante dramatização estética no universo
reducionista dos expedientes desta baixa política de conseqüências. Embebidos
pela lógica continua da oposição, o vale tudo do poder desconhece equiparações
informativas, preferindo a tática auto-limpante de fazer valer a qualquer custo
qualquer discurso subto; tal costume de reação ao baixo nivelamento atrai a
crise aos rincões do especifico e efusivo bate boca – visto agora em políticas externas
– transitando em domesticar todos os problemas mundiais em locações e prognósticos
específicos de controle e controvérsia. Enquanto descendem previsões econômicas,
refletidos no exterior por esta realidade da forçada agenda positiva e os entraves
desta necessidade induzida ao combustível da simulação e distorção explicita da
linguagem, o poder, limitado em empurrar a crise por onde quer que vá, se torna
compelido a embasar e justificar seu discurso fragmentado, destorcendo os critérios
da valia e sugestão, empenhando-se em absorver toda manifestação domestica como
centro se tornasse o Brasil, funil e
destino de todo egocentrismo tresloucado de negação da evidencia real, preferência
pela ficção e sujeita a toda oscilação de um mundo que se desenvolve, apesar da
crise do Brasil. A distorção entre o externo e o interno, referindo-se ao imbróglio
político-econômico, se encontra na defasagem informativa que o discurso fragmentado absorve em necessidade e vicio
ao reorganizador específico, substratos mais aprofundados das irrelevâncias e inconseqüências
de uma imagem que se esquece de se-la, prognosticado em reagir e reiniciar a
todo o momento pelos mesmos procedimentos discursivos. Fica claro a atração do
poder em seqüelas cada vez maiores e mais volumosas, limitados por esta inconsciência
derivada da limitação do modelo elementar.
Houve, neste blog, uma previsão
de déficit orçamentário de 80 bilhões
para 2016 quando o governo estimava no seu orçamento algo em torno dos 36 bilhões; pois agora, em 50 bilhões admitidos em outros
especulados e previstos 76 bilhões,
provavelmente até o fim do ano esteja no parâmetro mencionado à previsão de
2015, ou seja, o que era receita previsível agora se percebe num déficit,
provavelmente no ano que vem estes admitidos 36 bilhões se façam inversos em
receitas ou, mais provavelmente, sucumbam a outro viés degenerativo, a conta
gotas, probabilizado comparativamente pela realidade de visão domestica de
limitação, extremamente liquefeita pelo volume de problemas e dos erros estratégicos
cada vez mais expressivos, também, contaminados por interferências e probabilidades
surgidas sob um teto cada vez mais restritivo e ineficaz. Encontra-se em
evidente distorção toda narrativa do poder em tratar a economia com a
transitoriedade política que, certamente, seu alongamento se dê em proporção
direta a este discurso fragmentado, estimulado pelo especifico e reagindo a
conta gotas a este viés recessivo, empenhando todo histórico político no
desgaste e, em conseqüência, sua inversão ao cenário negativado do desproposito
e da irresponsabilidade. Basta notar o discurso superficial do poder no
ambiente externo sua visão de crise localizada no processo de culpa e, no
tratamento de choque em suas alternativas representadas e fictícias de vender
um Brasil progressivamente visto como um país que não deu certo, vendo-se
estimulado por intrigas e proveitos individuais de fundo de quintal, sem
nenhuma retórica providencial.
Definitivamente que um cenário de
rápida degradação fiscal ainda produzirá seus reflexos em 2016, podendo se
estender até inicio de 2017. Quando se pergunta nesta visão limitada do poder
ao reagir acintosamente a este destino domestico como se fosse à finalidade
relevante de exercício político há de se perguntar se este modus operandi
expressivamente procedimental e superficializado irá resistir até 2018, com
esta narrativa tão restrita e, em tão evidentes desgastes narrativos; como o caráter
intertextual e visionário da política em questão se transformou num objeto inútil,
vive-se destes expedientes de tratamento imediato e de visão compatível ao
recurso eleitoral. Talvez, por isto, o PMDB
mantenha a convenção para novembro na expectativa de descolamento do poder e, pensando
nas próximas eleições e seus rearranjos de palanque eleitoral, movimentando
outras perspectivas direcionais, já que maior partido de sustentação vive hoje
o melhor do externo e interno, concomitantes. Alias, falando de políticas externas
e o conflituoso cenário domestico, a contaminação involuntária de toda
narrativa se valha destas tensões simuladas, reescritas pelo valor superficial
de tratamento e utilidade reivindicativa, também, pelo ambiente resumido de
tensão informativa, dependentes de raciocínios e decisões rápidas, praticamente
envoltos numa catarse que se torna a proximidade eleitoral. Neste ambiente que
o poder assume toda vertente direcional quando se exime de qualquer projeto de
longo prazo, omitindo esta narrativa ao sabor das oposições e envolvimentos
irrelevantes. Nota-se pela pressa em virar a pagina como o exercício do poder
se vincula explicitamente ao intervalo eleitoral e as fusões de palanque nas
disputas de visibilidade e detrimento, produzindo este nível baixíssimo do exercício
político, refletindo no exterior esta imagem localizada de tratamento contínuo
como agora travam o poder e o eleito Eduardo Cunha, municiando vivamente tablóides
especulativos a midiática conseqüência e proveito. Não se sabe se estes embates
foram organizados pelo ministério da comunicação ou se são feitos espontâneos do
modus operandi do modelo tático e, previsivelmente localizado de tratar o
universo. Criadas pelas necessidades impositivas desta agenda, bem lá nos rincões
do mundo se sabe das pedaladas fiscais e de outros combates informativos
tratados aqui com esta irresponsabilidade eleitoreira e os oportunismos
costumeiros de quem deleta toa informação adversa para viver loucamente o
instante determinado. Possivelmente, neste valor descabido de tratamento
externo e interno, a realidade econômica submeta às oscilações políticas e este
destino progressivo de domesticação em resumo polarizado e inconsciente, inadmitidos
progressivamente e direcionados ao drástico, destino certamente igualitário ao
tratamento desleixado das estratégias e ao tratamento de choque empurrado pelas
narrativas espontâneas e, as intransigências nada cabíeis a quem caminha num
limite tênue de impedimento e sua lógica probabilística de REAÇÃO.
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