Dimensionar o contexto quando
imperam esforços exacerbados para resultados pífios seria o mesmo que municiar
o adversário com sua propensão positivista
da facilidade sintética de proveito e interesse. Agora, interpretar dialeticamente o desgaste explicito de
seu próprio modelo, em tese, poderia se fartar em oscilação e ambigüidade, porem, diante da limitação
probabilística de pressuposto e origem, mais parece um envolvimento kamikaze, decorrente daqueles ultimatos
de sobrevivência que, particularmente falando, das estratégias ousadas em táticas
de condução partidária. Faz tempo que Lula
interpreta-se pela mobilidade dialética, também descrita como ambigüidade discursiva,
tática resultante da intertextualidade faltante naquelas seqüelas de oposição sistemática e, do saturado discurso “nós contra eles”, visto
por esta perspectiva de travar uma linguagem midiática para, por outro lado,
imprimir em estratégias contrastantes e opostas ao direcionamento informativo,
cabendo também a Dilma repetir esta
contradição quando direciona midiaticamente todo bate boca de oposição simulada
com Eduardo Cunha e, em outra
instancia, promova exatamente ou taticamente o contrario quando exercita pela
base de sustentação a sua cada vez mais improvável manutenção do cargo. Em Lula
que, no seu discurso costumeiro promove a distorção da vantagem ao limite
reflexivo, articulando, da mesma forma, a permanência de Cunha, blindando
informativamente o interesse neste cada vez mais improvável impedimento, visto
agora nesta operação de salvamento uma contrapartida explicita dos entremeios
desta baixa política imediatista e de vale tudo. Em visão mais direta e menos estratégica
Dilma cria nestes “factóides” outra ambigüidade
muito maior, devido a sua preferencial visibilidade, ousando sobre este recinto
de sobrevivência tática sua limitação expressiva em desorganização estratégica –
na visão da população -, conturbada e desorganizada pela imensa fragmentação e
tratamento extremamente localizado e unificado de fazer valer a sua tentativa.
Em Lula, pela mesma evidencia, porem, sem a responsabilidade expressiva,
mostra-se influente e oportunista quando trata do individual disposto e, da
interpretação autoritária para articulações de duvidosa capacidade tática,porem,
não se pode negar, o grau de multiplicidade empregada para resultados bastante discutíveis.
Possivelmente, entre oscilações e
ambigüidades narrativas, expressas pela gradativa
aceitação do grau do imbróglio em questão, somente trejeitos articulados e
manobras de bastidores não sobreviverão ao contexto paradoxal e descontinuado,
impositivo e reivindicativo; não vale muito estes substratos informativos
povoados por estratégias menores e invasivas, desacreditando enormemente a população
quando individualiza todo discurso pela lógica correspondente de afastar
transitoriamente as seqüências catárticas desta crise político-econômica.
Tem-se, nestes movimentos de ambigüidade informativa, uma lógica de premência no
vale tudo da baixa política, onde o manuseio utilitário do fato serve
exatamente ao instante, para e, depois, ao descarte e negação prognostica para
sucessivas paginas viradas sem nenhum critério. Por outro lado, estas unidades elementares viciadas na
oposição do inimigo imaginário, quando empenham nos sucessivos condicionamentos
narrativos esquecem ou omitem esta dicotomia
– eixo de interseção -, agora vivamente interpretado por Lula como
pressuposição estratégica e invasão progressiva sobre o discurso do poder e, da
base de sustentação. Estas manobras de driblar a mídia para imprimir a sua mais
crua transgressão, podem até, em muitos casos, se transformar num modus
operandi político, como se percebe na oposição em relação a Eduardo Cunha; ou
seja, dois discursos difusos entre a expectativa e a reação, provavelmente
tentando se preservar de um desgaste: - vá entender a quantas pulverizações estratégicas
o discurso político se eterniza em minúcias e relevâncias, provavelmente
estruturados pela oscilação e imediatismo muito evidente, enfraquecimento e prevalência,
no fundo, vencedores e vencidos,
tratamentos de choque ou a queima roupa para pretendentes desta baixa política,
instituindo sua vertente mais corriqueira quando absorve estas dicotomias ao
sabor da irrealidade contextual de proveito.
Em tese, o discurso de Dilma
sobre este movimento de oscilação, em que pese o habito político de provimento,
se parece ao próprio meio – devendo-se ai a luta pela sobrevivência -, prevendo-se
extorsivo e deslocado quando, em ótica contextual, pretenda interagir em
popularidade e sua propensão. A crueza do tratamento político em situações de
crise demonstra, com muita evidencia, o esqueleto e repetição destes modelos partidários,
provavelmente, demonstrando explicitamente o limite entre a pretensão política e
sua capacidade cada vez menor de convencimento, também das manobras de
adulteração da realidade contundente quando o relator, de conjuntivite,
exibe-se no olho do furacão da CPI da
Petrobras o que todos já sabiam, porem, visto pelo olho distorcido possa ser a punição divina
destes manipuladores contumazes. Esqueletos sobrevivem, mas deixam seqüelas muito
maiores devido a esta ambigüidade e, a adulteração grosseira da realidade
preferencial; no modus operandi político, este canibalismo de evidencia e de pobreza
estratégica, move-se sequelando pelas sobras e reagindo negativamente quando
expostos pela sua origem, naquela tentativa de prover a memória com instantes
cada vez menores e impulsivos. A volta ao Brasil
de Henrique Pizzolato mostra, em contundência,
como o discurso oscilante do poder em apressadas páginas viradas ainda exibem
estas diferenças de outros tempos, associando aos idos de 2006 a expectativa,
agora minorada, de rever o mensalão por outra ótica, talvez como pré-condição
da Lava Jato ou, como uma lembrança
resistente de uma síndrome do pânico a rondar sequelados e falantes por esta
analogia do dinheiro, tanto no Brasil, como na Itália, destinos semelhantes, explicitamente associados pelas mãos
limpas ou pelo jato refrescante da água, submetidos ao calor escaldante dos países
que, segundo pesquisa, se tornam desenvolvidos ou não, dependentes do clima e
suas regularidades El niño;
Uma estratégia em voga utilizada
politicamente como discurso de dois lados numa mesma moeda, este duplo que não
pretende credibilidade, apenas usufruto de todas as vantagens e interpretações lógicas.
Se pensarmos neste direcionamento, o calculo desta interpretação vai contra
toda lógica contextual de raciocínio, já que qualquer sujeito que se preze fixa
no outro o seu processo de coerência e de adequação contextual, alem dos
acertos prognósticos, mesmo que destoantes, mais adaptados ao trato da
popularidade sem, necessariamente prover deste populismo de fachada que tanto
Lula quanto Dilma se esmeram em repetições e direitos adquiridos tão elementares
ao senso comum, como se fossem doações filantrópicas de mais valia eterna e de
obrigação e obediência constante. Esta credibilidade perdida pelo inconstante e
simulado tratamento narrativo, agora se percebe nestas contradições táticas da ambigüidade
narrativa um desvio desfavorável de articulação, por mais que no exercício prevaleça
sua valorização, o ambiente joga contra a lógica interpretativa e pela
multiplicidade probabilística e difusa de pretender a necessária contundência de
reação. Num cenário em que o empenho, tanto de Lula em reagir pela sobrevivência
pura e simples, quanto Dilma em se manter em evidencia ate o fim do mandato,
transformaram este exercício esquemático numa limitada contenção de imersão
neste núcleo de poder, consumidos pela narrativa domestica, ainda, relegando o
eleitorado a tratamentos bastante superficiais, talvez, muito caricaturais como
manda a cartilha do populismo. Esta ausência de ouvidos para a população torna inútil
estes bate boca domésticos, alias, não como estratégias midiáticas se vestem,
mas como desorganização e improviso. Demonstrados sempre por seu limite de
saturação, tanto esta dicotomia de Lula, Como nesta hipótese narrativa de Dilma,
o diferencial do contexto reivindicativo se encontre focado na deterioração econômica,
verdadeiro teste de credibilidade, fato que, bastante longe e, talvez, em
direção irrecuperável se nota a pretensão do poder na tentativa equacionada de
resultados, em evidente contraste com estas manipulações palacianas em resolver
toda realidade fiscal pela via mais facilitada e onerosa. Existe um Lula e seu
partido que reivindica modificações direcionais na política econômica com a experiência
semelhante a estas táticas ambíguas de interseção eleitoral, provavelmente,
interpretando o valor e a qualificação, comparativamente ao grau de
credibilidade e prevalência competitiva. Alias, o pragmatismo político, tanto
do PT, como do PSDB, demonstram o quanto faltam em sua estrutura a capacidade de
viver pressupondo qualquer ideologia que não seja a constante e instantânea prevalência
interpretativa. Talvez, por isto, o processo político demonstre este grau
expressivo de fragmentação, onerando exponencialmente o seu único suporte de viabilidade,
senão a economia e os bons e retardados ventos de reação, probabilidade
bastante remota quando, em tese, o ambiente narrativo sobra em distúrbio de
personalidade e disfunção BIPOLAR.
Nenhum comentário:
Postar um comentário