sexta-feira, 23 de outubro de 2015

UNIDADE BÁSICA E AMBÍGUA EM LULA E DILMA

Dimensionar o contexto quando imperam esforços exacerbados para resultados pífios seria o mesmo que municiar o adversário com sua propensão positivista da facilidade sintética de proveito e interesse. Agora, interpretar dialeticamente o desgaste explicito de seu próprio modelo, em tese, poderia se fartar em oscilação e ambigüidade, porem, diante da limitação probabilística de pressuposto e origem, mais parece um envolvimento kamikaze, decorrente daqueles ultimatos de sobrevivência que, particularmente falando, das estratégias ousadas em táticas de condução partidária. Faz tempo que Lula interpreta-se pela mobilidade dialética, também descrita como ambigüidade discursiva, tática resultante da intertextualidade faltante naquelas seqüelas de oposição sistemática e, do saturado discurso “nós contra eles”, visto por esta perspectiva de travar uma linguagem midiática para, por outro lado, imprimir em estratégias contrastantes e opostas ao direcionamento informativo, cabendo também a Dilma repetir esta contradição quando direciona midiaticamente todo bate boca de oposição simulada com Eduardo Cunha e, em outra instancia, promova exatamente ou taticamente o contrario quando exercita pela base de sustentação a sua cada vez mais improvável manutenção do cargo. Em Lula que, no seu discurso costumeiro promove a distorção da vantagem ao limite reflexivo, articulando, da mesma forma, a permanência de Cunha, blindando informativamente o interesse neste cada vez mais improvável impedimento, visto agora nesta operação de salvamento uma contrapartida explicita dos entremeios desta baixa política imediatista e de vale tudo. Em visão mais direta e menos estratégica Dilma cria nestes factóides” outra ambigüidade muito maior, devido a sua preferencial visibilidade, ousando sobre este recinto de sobrevivência tática sua limitação expressiva em desorganização estratégica – na visão da população -, conturbada e desorganizada pela imensa fragmentação e tratamento extremamente localizado e unificado de fazer valer a sua tentativa. Em Lula, pela mesma evidencia, porem, sem a responsabilidade expressiva, mostra-se influente e oportunista quando trata do individual disposto e, da interpretação autoritária para articulações de duvidosa capacidade tática,porem, não se pode negar, o grau de multiplicidade empregada para resultados bastante discutíveis.  
Possivelmente, entre oscilações e ambigüidades narrativas, expressas pela gradativa aceitação do grau do imbróglio em questão, somente trejeitos articulados e manobras de bastidores não sobreviverão ao contexto paradoxal e descontinuado, impositivo e reivindicativo; não vale muito estes substratos informativos povoados por estratégias menores e invasivas, desacreditando enormemente a população quando individualiza todo discurso pela lógica correspondente de afastar transitoriamente as seqüências catárticas desta crise político-econômica. Tem-se, nestes movimentos de ambigüidade informativa, uma lógica de premência no vale tudo da baixa política, onde o manuseio utilitário do fato serve exatamente ao instante, para e, depois, ao descarte e negação prognostica para sucessivas paginas viradas sem nenhum critério. Por outro lado, estas unidades elementares viciadas na oposição do inimigo imaginário, quando empenham nos sucessivos condicionamentos narrativos esquecem ou omitem esta dicotomia – eixo de interseção -, agora vivamente interpretado por Lula como pressuposição estratégica e invasão progressiva sobre o discurso do poder e, da base de sustentação. Estas manobras de driblar a mídia para imprimir a sua mais crua transgressão, podem até, em muitos casos, se transformar num modus operandi político, como se percebe na oposição em relação a Eduardo Cunha; ou seja, dois discursos difusos entre a expectativa e a reação, provavelmente tentando se preservar de um desgaste: - vá entender a quantas pulverizações estratégicas o discurso político se eterniza em minúcias e relevâncias, provavelmente estruturados pela oscilação e imediatismo muito evidente, enfraquecimento e prevalência, no fundo, vencedores e vencidos, tratamentos de choque ou a queima roupa para pretendentes desta baixa política, instituindo sua vertente mais corriqueira quando absorve estas dicotomias ao sabor da irrealidade contextual de proveito.
Em tese, o discurso de Dilma sobre este movimento de oscilação, em que pese o habito político de provimento, se parece ao próprio meio – devendo-se ai a luta pela sobrevivência -, prevendo-se extorsivo e deslocado quando, em ótica contextual, pretenda interagir em popularidade e sua propensão. A crueza do tratamento político em situações de crise demonstra, com muita evidencia, o esqueleto e repetição destes modelos partidários, provavelmente, demonstrando explicitamente o limite entre a pretensão política e sua capacidade cada vez menor de convencimento, também das manobras de adulteração da realidade contundente quando o relator, de conjuntivite, exibe-se no olho do furacão da CPI da Petrobras o que todos já sabiam, porem, visto pelo  olho distorcido possa ser a punição divina destes manipuladores contumazes. Esqueletos sobrevivem, mas deixam seqüelas muito maiores devido a esta ambigüidade e, a adulteração grosseira da realidade preferencial; no modus operandi político, este canibalismo de evidencia e de pobreza estratégica, move-se sequelando pelas sobras e reagindo negativamente quando expostos pela sua origem, naquela tentativa de prover a memória com instantes cada vez menores e impulsivos. A volta ao Brasil de Henrique Pizzolato mostra, em contundência, como o discurso oscilante do poder em apressadas páginas viradas ainda exibem estas diferenças de outros tempos, associando aos idos de 2006 a expectativa, agora minorada, de rever o mensalão por outra ótica, talvez como pré-condição da Lava Jato ou, como uma lembrança resistente de uma síndrome do pânico a rondar sequelados e falantes por esta analogia do dinheiro, tanto no Brasil, como na Itália, destinos semelhantes, explicitamente associados pelas mãos limpas ou pelo jato refrescante da água, submetidos ao calor escaldante dos países que, segundo pesquisa, se tornam desenvolvidos ou não, dependentes do clima e suas regularidades El niño;   

Uma estratégia em voga utilizada politicamente como discurso de dois lados numa mesma moeda, este duplo que não pretende credibilidade, apenas usufruto de todas as vantagens e interpretações lógicas. Se pensarmos neste direcionamento, o calculo desta interpretação vai contra toda lógica contextual de raciocínio, já que qualquer sujeito que se preze fixa no outro o seu processo de coerência e de adequação contextual, alem dos acertos prognósticos, mesmo que destoantes, mais adaptados ao trato da popularidade sem, necessariamente prover deste populismo de fachada que tanto Lula quanto Dilma se esmeram em repetições e direitos adquiridos tão elementares ao senso comum, como se fossem doações filantrópicas de mais valia eterna e de obrigação e obediência constante. Esta credibilidade perdida pelo inconstante e simulado tratamento narrativo, agora se percebe nestas contradições táticas da ambigüidade narrativa um desvio desfavorável de articulação, por mais que no exercício prevaleça sua valorização, o ambiente joga contra a lógica interpretativa e pela multiplicidade probabilística e difusa de pretender a necessária contundência de reação. Num cenário em que o empenho, tanto de Lula em reagir pela sobrevivência pura e simples, quanto Dilma em se manter em evidencia ate o fim do mandato, transformaram este exercício esquemático numa limitada contenção de imersão neste núcleo de poder, consumidos pela narrativa domestica, ainda, relegando o eleitorado a tratamentos bastante superficiais, talvez, muito caricaturais como manda a cartilha do populismo. Esta ausência de ouvidos para a população torna inútil estes bate boca domésticos, alias, não como estratégias midiáticas se vestem, mas como desorganização e improviso. Demonstrados sempre por seu limite de saturação, tanto esta dicotomia de Lula, Como nesta hipótese narrativa de Dilma, o diferencial do contexto reivindicativo se encontre focado na deterioração econômica, verdadeiro teste de credibilidade, fato que, bastante longe e, talvez, em direção irrecuperável se nota a pretensão do poder na tentativa equacionada de resultados, em evidente contraste com estas manipulações palacianas em resolver toda realidade fiscal pela via mais facilitada e onerosa. Existe um Lula e seu partido que reivindica modificações direcionais na política econômica com a experiência semelhante a estas táticas ambíguas de interseção eleitoral, provavelmente, interpretando o valor e a qualificação, comparativamente ao grau de credibilidade e prevalência competitiva. Alias, o pragmatismo político, tanto do PT, como do PSDB, demonstram o quanto faltam em sua estrutura a capacidade de viver pressupondo qualquer ideologia que não seja a constante e instantânea prevalência interpretativa. Talvez, por isto, o processo político demonstre este grau expressivo de fragmentação, onerando exponencialmente o seu único suporte de viabilidade, senão a economia e os bons e retardados ventos de reação, probabilidade bastante remota quando, em tese, o ambiente narrativo sobra em distúrbio de personalidade e  disfunção BIPOLAR. 

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